PROJETO “ARTE NO PARQUE” TRAZ AO CORGO CULTURA, AMBIENTE E BIODIVERSIDADE

23 março 2018, 4:53 pm
Publicado em Notícias
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arte parque Procurando promover um dos espaços mais emblemáticos do seu território, o Município de Vila Real está a desenvolver uma série de iniciativas integradas no projeto “Arte no Parque”, um projeto que desafia diversos criadores artísticos a desenvolver trabalhos que conciliem a expressão artística e cultural sob o tema da biodiversidade e do ambiente.

Contando com conceituados criadores artísticos pertencentes a diversos géneros e expressões culturais, Vila Real vai assistir, durante os dias 22 e 26 de março, ao movimento de criação em diversas zonas do Parque Corgo. O projeto “Arte no Parque” está integrado na Operação “Valorização Ecológica do Corgo”, cofinanciado pelo Programa NORTE 2020.

No dia 22 de março, o Parque Corgo acolheu o conceituado artista plástico Artur Bordalo, conhecido por Bordalo II, que criou uma escultura dedicada às borboletas de Vila Real, especialmente para este projeto. O trabalho ficará localizada nas imediações da ponte metálica pedonal, que liga o Teatro Municipal e o Centro de Ciência de Vila Real.

Nos dias 23 e 24 de março, é a vez do artista plástico Tiago Sousa entrar em cena, com a instalação da salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), uma espécie endémica da Península Ibérica presente em Vila Real e que atualmente corre o risco de desaparecimento em todo o território peninsular. A instalação será feita junto à entrada nordeste do Parque Corgo, que será produzida a partir de peças de olaria negra de Bisalhães composta por diferentes dimensões. Este projeto artístico faz uma relação entre dois símbolos do património local que atualmente correm o risco de desaparecimento.

Nos dias 24 e 28 de março está marcado um encontro com o “RUA” para o desenvolvimento de um graffiti no parque infantil do Parque Corgo, cujo tema será a Biodiversidade.

No dia 26 de março, com início agendado para 10 horas na Agência de Ecologia Urbana (Bairro dos Ferreiros),vai decorrer uma Oficina de Cinema de Animação, que consiste numa abordagem prática e experimental às técnicas de animação por recortes, sob a orientação de Abi Feijó, vão produzir um pequeno vídeo, explorando as suas vivências pessoais relacionadas com o meio ambiente e biodiversidade. A oficina está aberta a inscrições (gratuitas e limitadas) no sítio do Centro de Ciência de Vila Real (www.centrocienciavilareal.pt) até 23 de março e são limitadas a 15 participantes.

 

Os artistas

Bordalo II é natural de Lisboa e é neto do famoso pintor Real Bordalo. Frequentou o curso de pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. O seu percurso criativo corporiza a expressão “Street Art” e as suas obras são a tradução plástica da frase “o lixo de um Homem é o tesouro de outro”. Os temas trabalhados por Bordalo II procuram representar animais ou cenas urbanas, utilizando desperdícios provenientes de fábricas abandonadas, peças em vários tipos de plástico e resíduos eletrónicos, os materiais que mais gosta de usar nas suas composições. Tem vindo a alcançar uma notoriedade nacional e internacional, envolvido em diversos projetos artísticos de grande envergadura.

Tiago Pereira de Sousa, 29 anos é licenciado em Design Industrial pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. De 2014 a 2015 participou no programa "Passaporte para o Empreendedorismo" promovido pelo IAPMEI com o projeto "Terra Alta - Endogenous Design", sediado na cidade de Vila Real. Tem desenvolvido diversos trabalhos na área criativa (escultura, intervenção urbana, mobiliário, cerâmica, entre outras).

O “RUA” é um coletivo de artistas multidisciplinares proveniente do Porto, cujo processo criativo se desenvolve através da pintura (graffiti), design gráfico, ilustração, fotografia, escultura, musica, ect. Criado em 2006, é atualmente constituído por 7 elementos: Alma, Unmade, Draw, Fedor, Mash, Oker e Third. O trabalho do coletivo tem-se desenvolvido em duas seções. Por um lado, o desenvolvimento de projetos artísticos (exposições, instalações) a solo ou coletivamente. Em paralelo, trabalha com algumas marcas e produtores de eventos artísticos: Projeto ocasionais, desenvolvimento de conceitos artísticos, performances ao vivo em eventos e festivais.

Abi Feijó nasceu em Braga em 1956 e é licenciado em Arte Gráfica e Design pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Foi no primeiro Cinanima (1977) que descobre as potencialidades artísticas do Cinema de Animação. Em 1984 frequenta um estágio no Office National du Film du Canada, sob a orientação de Pierre Hébert, onde realiza o seu primeiro filme Oh que Calma (1985). De regresso ao Porto funda a Filmógrafo - Estúdio de Cinema de Animação do Porto onde privilegia o filme de autor e uma abordagem artesanal do Cinema de Animação, obtendo durante a sua carreira cerca de 40 prémios e menções em diversos Festivais Internacionais.

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