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AUTARCAS TRANSMONTANOS UNIDOS CONTRA PORTAGENS E PREÇO DA ÁGUA

20 janeiro 2015, 12:00 am
Publicado em Notícias
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Dezasseis autarcas transmontanos uniram-se, dia 30 de maio, em Vila Real, numa oposição à introdução de portagens na Autoestrada Transmontana, encerramento de serviços e o preço da água, deixando a ameaça de que ponderam não pagar o abastecimento em alta.
"Os autarcas mostraram aqui que não têm partido quando estão em causa as questões que afetam as nossas populações", afirmou o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, que convocou o encontro.
Dos 26 municípios dos distritos de Vila Real e Bragança, marcaram presença 16, dez dos quais governados pelo PS e seis pelo PSD.
Em cima da mesa estiveram temas como o "preço elevado" do abastecimento da água em alta (correspondente à captação, tratamento e transporte), o Túnel do Marão, as portagens que já existem e as que podem vir a ser introduzidas na Autoestrada Transmontana, o encerramento de serviços, os incentivos fiscais para o interior, a linha aérea, regionalização, Casa do Douro e o Laboratório de Sanidade Animal de Mirandela.
"Esta reunião permitiu-nos consensualizar posições à volta destes temas. É a primeira de outras reuniões", salientou Rui Santos.

E é para debater todos estes temas e que os autarcas anunciaram que vão convidar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para uma reunião que poderá decorrer em Lisboa ou na região.
Os políticos transmontanos "estão muito preocupados" com o preço da água paga no abastecimento em alta, pelo que, segundo Rui Santos, "ponderam seriamente poder deixar de pagar se o processo de fusão em alta não se concretizar e a água não baixar de forma significativa".
"O Estado anunciou a fusão em alta entre as empresas Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro e as Águas do Douro e Paiva há mais de dez meses o que ainda não se concretizou, penalizando fortemente o preço da água para os municípios do interior, que pagam a água mais cara do país", salientou.
Relativamente às portagens, segundo o presidente de Vila Real, ficou "absolutamente clara e unânime" a aposição à introdução de pagamento na Autoestrada Transmontana, que liga esta cidade a Bragança.
"Somos a favor de que as obras no Túnel do Marão se concretizem o mais depressa possível. Cada dia que passa é um prejuízo muito significativo para a região e pensamos que o Governo pode, já que atrasou três anos a sua conclusão, conceder uma moratória para pagamento de portagens nesta autoestrada", frisou.
"Os autarcas estão muito preocupados com aquilo que é o definhar da região e a falta de uma estratégia de sustentabilidade para estes territórios", acrescentou Rui Santos
O presidente da Câmara da Régua, o social-democrata Nuno Gonçalves, fez questão de participar neste encontro para mostrar que a "região não tem partidos" e que concorda com esta forma de "encarar os problemas, de os debater e de lutar contra as adversidades".
"Se nos unirmos e se falarmos a uma só voz eventualmente seremos ouvidos com outra clareza e maior atenção", sublinhou.
Berta Nunes, presidente da Câmara de Alfândega da Fé, salientou que as medidas impostas pelo Governo estão a contribuir para o despovoamento, dando como exemplo o encerramento do Laboratório de Sanidade Animal, em Mirandela, o qual diz que vai "ser gravemente prejudicial para os produtores".
A próxima reunião que juntará os autarcas e para a qual serão também convidados os deputados, decorrerá em Bragança.

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