olariaOlaria Negra de Bisalhães
A Olaria Negra de Bisalhães é um dos ex-libris de Vila Real, pela sua tradição secular que se prolonga até aos nossos dias. O barro é picado até se desfazer em pó, as impurezas são removidas, a mistura com a água cria a matéria-prima. Em seguida, o Oleiro dá-lhe forma na roda e, antes que a peça seque, desenham-se flores e outros ornatos. A cozedura faz-se num forno aberto no chão.
Colocadas as peças nas vigas de ferro que atravessam o forno, cobrem-se com rama de pinheiro verde, às quais se ateia lume. Depois, as peças são cobertas de caruma e terra, abafando o fogo, e não deixando que se liberte fumo, processo que faz com que seja obtida a cor negra característica destas peças. Depois de umas horas assim, vai-se afastando a terra e tirando as peças com uma espécie de gancho, pois saem a altas temperaturas.
Recomenda-se uma visita à aldeia de Bisalhães, local onde alguns Oleiros trabalham e onde se localizam os fornos, e aos postos de venda situados na Avenida da Noruega, à saída para o Ip4.
Coordenadas GPS dos pontos de venda: 41.298618,-7.750936
Coordenadas GPS da aldeia de Bisalhães: 41.287175,-7.781905


linhosLinhos de Agarez
Grande parte das casas de lavoura da região dispunham, no passado, de um tear, de que ainda podemos ver vestígios em certas aldeias, como Agarez, a mais representativa, mas também Mondrões e Couto, em Adoufe, onde algumas artesãs continuam a trabalhar o linho. Hoje, é raro o cultivo local da planta, mas as fases subsequentes, como sejam o ripar, o espadelar, o fiar e o tecer, embora com algum escasseio, ainda vão sendo praticadas. Trata-se de um tipo de artesanato extremamente apreciado, que chega até nós em várias formas, nomeadamente colchas, toalhas, e panos. É na feira de S. Pedro, em Junho, que, anualmente, os Linhos de Agarez, juntamente com os “Barros Pretos de Bisalhães” têm o seu momento de protagonismo.

 

 

latoariaLatoaria
Esta actividade, outrora com fervorosa laboração, recorre a materiais como a lata, o estanho, o aço e a folha-de-flandres, que são moldados e manuseados, fazendo uso de ferramentas tradicionais, dando origem às mais variadas peças, antigamente de uso quotidiano: regadores, almotolias, talhas, baldes, candeias, miniaturas, etc. Nos dias que correm, fruto da evolução, as peças fabricadas têm um carácter mormente decorativo; no entanto, esse facto não desencoraja quem ainda se dedica a essa arte, que com orgulho continua a moldar lata, criando peças que são verdadeiros testemunhos de hábitos antigos e que fazem viajar no tempo.
Coordenadas GPS do ponto de venda: 41.29869,-7.744161