O serviço de sanidade animal e higiene pública veterinária está a cargo do veterinário municipal.
Responsável: Dr. António Arnaldo Faria - Tel. 914559799

Centro de Protecção e Recolha Oficial de Animais de Companhia do Vale do Douro Norte
E.M. 1251, Km 0,5 - Mosteirô - Andrães | 5000-033 Vila Real

Tel. 259351656
Fax. 259351656
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febre

O QUE É?

A febre escaro-nodular, vulgarmente designada por febre da carraça, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria. A doença caracteriza-se por febre moderada ou alta, seguida de manchas no corpo, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Por vezes observa-se uma lesão da pele no local da picada da carraça. A doença dura habitualmente 5 a 7 dias e obriga a tratamento com antibiótico receitado pelo médico.

COMO SE TRANSMITE?

A doença é transmitida ao homem através da picada de carraças infectadas.

COMO SE PREVINE?

Se for passear para o campo:

- Evite áreas infestadas de carraças;

- Use roupas de cores claras, cobrindo os braços e as pernas; enfie as calças dentro das botas ou meias;

- Inspeccione o corpo e as roupas e retire com cuidado e sem esmagar qualquer carraça encontrada;

- Especial atenção deve ser dada à cabeça e pescoço das crianças.

Se tiver cão:

- Não deixe que o cão tenha carraças;

- Inspeccione-o diariamente e aplique insecticidas ou repelentes de carraças;

- Proteja as mãos com luvas, roupa ou tecido quando retirar carraças dos animais (ou de pessoas).

Se for trabalhador rural:

- Use roupas de cores claras, cobrindo os braços e as pernas, enfie as calças dentro das botas ou meias;

- Aplique repelente de carraças na pele e nas roupas;

- Inspeccione o corpo e as roupas e retire com cuidado e sem esmagar, qualquer carraça encontrada.

desparasitacao

A desparasitação contra parasitas internos deve ser mensal até aos 6 meses de idade e semestral ou trimestral para o resto da vida dependendo do potencial de infestação.
A desparasitação externa contra pulgas e carraças deve ser efectuada com regularidade, seguindo as indicações do Clínico, para que a protecção do seu animal seja permanente. Existem no mercado produtos que simultaneamente protegem os animais contra pulgas e carraças, sendo alguns repelentes de mosquitos, de maneira a ajudar a prevenir doenças transmitidas por esses insectos.

duda

A declaração proclamada em 15 de Outubro de 1978 pela Liga Internacional, Ligas Nacionais e pelas pessoas físicas que se associam a elas, foi aprovada pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e posteriormente, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º
a) Todo o animal tem o direito de ser respeitado.
b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar, violando esse direito. Tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
c) Todos os animais têm direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º
a) Nenhum animal será submetido a maus tratos nem a actos cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Artigo 4º
a) Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e a reproduzir-se.
b) Toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º
a) Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.
b) Toda a modificação do dito ritmo ou das ditas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito.

Artigo 6º
a) Todo o animal que o homem tenha escolhido por companheiro, tem direito a que a duração da sua vida seja conforme à sua longevidade natural.
b) O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º
Todo o animal de trabalho tem direito a um limite razoável de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º
a) A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, cientificas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.
b) As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
Quando um animal é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado sem que desses actos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor. Artigo 10º
a) Nenhum animal deve ser explorado para entretenimento do homem.
b) As exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º
Todo o acto que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.

Artigo 12º
a) Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um crime contra a espécie.
b) A contaminação e destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º
a) Um animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.

Artigo 14º
a) Os organismos de protecção e salvaguarda dos animais devem ser representados a nível governamental.
b) Os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem.

deveres prop

Registo e licenciamento do animal:
Todos os cães, devem ser registados e licenciados na Junta de Freguesia.
Documentos necessários:
- Boletim Sanitário;
- Prova de vacinação antirábica;
- Cartão de contribuinte e Bilhete de Identidade do proprietário;
- Carta de caçador (no caso de cão de caça).

lagarta pinheiro

Precauções a ter

A Processionária (Lagarta do Pinheiro), pode originar graves problemas de saúde pública, devido à acção urticante dos pêlos, que provocam alergias ao homem e animais domésticos. As reacções alérgicas dão-se normalmente ao nível da pele, do globo ocular e do aparelho respiratório, podendo provocar enfraquecimento e vertigens e em situações extremas levar à morte.

identificacao

A identificação electrónica é obrigatória nos seguintes cães a partir dos 3 meses de vida:

1. Cães de caça;

2. Cães de exposição e para fins comerciais;

3. Cães de raça considerada potencialmente perigosa e seus cruzamentos:

Cão de Fila Brasileiro, Dogue Argentino, Pit Bull Terrier, Rottweiller, Staffordshire Bull Terrier, Tosa Inu

4. Cães perigosos (a partir da altura em que causem dano físico em pessoas ou animais). A partir de 2008 todos os cães estão obrigados a ser identificados electronicamente.

vacinacao

 

8 Semanas | 1ª Vacina (Tetravalente)
12 Semanas | Reforço da 1ª Vacina
Raiva | A partir das 12 semanas (obrigatória)
Anualmente | Reforço de todas as vacinas


Protocolo de Vacinação Canino de Risco

6 Semanas | Vacina precoce (Bivalente)
9 Semanas | 1ª Vacina (Tetravalente)
12 Semanas | Reforço da 1ª Vacina
Raiva | A partir das 12 semanas (obrigatória)
Anualmente | Reforço de todas as vacinas

gatos

DADOS FISIOLÓGICOS

Temperatura rectal: 38 – 38,5º C

Frequência respiratória: 10 a 20 movimentos por minuto

Pulso: Gato adulto 110 – 140 / minuto * Gato jovem 180 – 200 / minuto

Cios: Regra geral 2 a 4 vezes / ano - Duração média – 10 a 12 dias

Período favorável á cobrição: Durante o cio

Duração da gestação: 58 a 71 dias

Idade média da puberdade: Machos - 7 a 12 meses * Fêmeas - 6 a 8 meses

PRINCIPAIS DOENÇAS INFECCIOSAS

A Coriza
Sob esta designação generalizada existem duas viroses responsáveis por sintomas idênticos, associados a patologia do sistema respiratório. A infecção por calicivírus ou por herpesvírus pode provocar lesões irreversíveis na mucosa respiratória com uma desidratação generalizada intensa, podendo levar à morte dos pequenos gatinhos.Os gatos infectados já na idade adulta tornam-se portadores crónicos deste vírus.

A Panleucopénia
É uma doença viral provocada por um parvovírus que origina uma leucopénia muito importante (diminuição do número de glóbulos brancos), bem como uma diarreia aguda. Pode levar à morte dos pequenos gatinhos e, na fêmea gestante, pode provocar malformações irreversíveis nos fetos.

A Leucose
É uma das principais causas de morte no gato. Esta doença, provocada por um retrovírus, pode estar relacionada com uma situação de anemia, aparecimento de tumores ou leucemia. Um despiste sanguíneo prévio à vacinação é aconselhado para uma avaliação do estado do animal.

A Imunodeficiência Felina
O Retrovírus da Imunodeficiência Felina (também designado por FIV, abreviatura anglo-saxónica) foi descoberto em 1986, não existindo, no entanto, actualmente, qualquer vacinação disponível para proteger os gatos contra esta doença, que se transmite quase exclusivamente por mordeduras.

A Raiva
A doença é provocada por um rabdovírus e transmitida por mordeduras. A vacinação anti-rábica dos gatos, em Portugal, não é uma medida sanitária obrigatória.

A Peritonite Infecciosa Felina
Descoberto em 1960, o coronavírus felino provoca uma situação patológica grave – a peritonite infecciosa felina – associada a diarreias mas com uma sintomatologia muito variada (perda de apetite, emagrecimento, aumento do volume abdominal com acumulação de líquidos, alterações respiratórias). Os testes de diagnóstico não permitem a distinção entre o coronavírus responsável por diarreias vulgares e o coronavírus responsável pela peritonite infecciosa felina, propriamente dita. Só o seu veterinário poderá interpretar os resultados obtidos no laboratório, em função do exame clínico que realize no seu animal e do seu conhecimento preciso das condições em que o seu gato se encontra.

A Clamidiose
Esta doença provocada por uma bactéria é caracterizada por conjuntivites severas e por vezes, alterações pulmonares profundas. Em Portugal existem inúmeras estirpes desta bactéria, tornando-se difícil a identificação precisa do agente responsável pela doença.

A Toxoplasmose
É uma doença parasitária na qual o gato pode actuar como um dos hospedeiros do parasita (assim como o porco e a ovelha). Os últimos estudos científicos demonstram que, respeitando as seguintes regras, o risco de transmissão do gato ao homem é nulo:

- Não alimentar o seu gato com carne crua ou mal cozinhada;

- Eliminar, diariamente, as matérias fecais do caixote;

- Jardinar sempre com luvas calçadas;

- Ferver a água não potável sempre antes da sua utilização;

- Desparasitar regularmente o seu animal.

 

Doenças Transmitidas por Infeções Bacterianas

Doença do Animal Fontes de Infeção Modo de Transmissão Órgãos afetados nos humanos
Ehrlichiose/E. canis Cão Picada de carraça/Rhipicephalus sanguineus Febre, náusea, vómito, perda de peso 
Tularémia/F. tularensis Cão, Gato Picada de carraça, picada de mosquito, arranhões ou mordeduras Pulmão e gânglios linfáticos
Doença de Lyme/Borrelia burgdorferi Cão Picada de carraça/Ixodes sp

Febre, letargia

 

Infeções Várias

Doença do Animal Fontes de Infeção Modo de Transmissão Órgãos afetados nos humanos
Dermatomicose (Tinha)/Microsporum canis Cão, Gato Contacto direto Pele
Pulgas, Ácaros (Sarna) Cão, Gato Contacto direto Pele
Raiva Cão, Gato, outros Mordedura (Saliva) Sistema nervoso central

 

Doenças Transmitidas por Endoparasitas

Doença do Animal Fontes de Infeção Modo de Transmissão Órgãos afetados nos humanos
Larva migrans visceral/Toxocara canis Cão (primário), Gato Ingestão dos ovos do parasita Olhos, coração, sistema nervoso
Larva migrans cutânea/A. Caninum/A. brasiliense Cão, Gato Ingestão dos ovos do parasita Pele
Dipilidiose/D. caninum Cão, Gato Ingestão da pulga infetada Sem sinais clínicos graves
Equinococose/E. granulosus/E. multiloculares Cão, Gato Ingestão dos ovos do parasita Quisto hidático no fígado, pulmão, outros órgãos
Dirofilariose/D. immitis Cão, Gato Picada de mosquito Êmbolos de larvas no pulmão
Toxoplasmose/Toxoplasma gondii Gato Ingestão de oocistos eliminados nas fezes Malformação do feto humano
Giardiose/G. lamblia Cão, Gato Ingestão de protozoários Enteropatias (diarreias)
Criptosporidiose/Cryptosporidia sp Cães, Gatos, Bovinos Ingestão de protozoários Enteropatias (diarreias)

 

Doenças Transmitidas por Ectoparasitas

Doença do Animal Fontes de Infeção Modo de Transmissão Órgãos afetados nos humanos
Ehrlichiose/E. canis Cão Picada de carraça/Rhipicephalus sanguineus Febre, náusea, vómito, perda de peso 
Tularémia/F. tularensis Cão, Gato Picada de carraça, picada de mosquito, arranhões ou mordeduras Pulmão e gânglios linfáticos
Doença de Lyme/Borrelia burgdorferi Cão Picada de carraça/Ixodes sp

Febre, letargia

 Leishmaniose/Leishmania donovani  Cão, Gato  Picada de mosquito  Febre, anemia, emagracimento, modificação da pele