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A Protecção Civil procura prevenir riscos colectivos resultantes de situações de acidentes graves, catástrofes ou calamidades, de origem natural ou tecnológica, atenuar os seus efeitos e socorrer as pessoas em perigo.

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Acidente grave_Evento ou sequência de eventos não planeados, por vezes previsíveis, suscetíveis de provocar perdas ou danos humanos, materiais ou ambientais, e que requer a intervenção das entidades de emergência e socorro.

Agentes de Proteção Civil_São elementos com atribuições próprias, como os Corpos de Bombeiros, os Sapadores Florestais, as Forças de Segurança, as Forças Armadas, as Autoridades Marítima e Aeronáutica, o INEM e outros serviços de saúde, que em situação de iminência ou de ocorrência de acidente grave ou catástrofe, se articulam e respondem operacionalmente.

Alerta_Comunicação que indica aproximação de perigo com necessidade de adoção de medidas preventivas e/ou medidas especiais de reação.

Auto-proteção_Conjunto de medidas, procedimentos e práticas dos cidadãos para a prevenção, e atuação durante e após um desastre ou acidente grave.

Desastre_Resultado de eventos adversos, naturais ou antrópicos, que determinam uma perturbação séria do funcionamento de uma comunidade ou sociedade, causando perdas humanas, materiais, económicas e ambientais expressivas que excedem a capacidade de comunidade ou sociedade de fazer frente à situação com os seus próprios recursos.

Emergência_ Um acontecimento inesperado que coloca a vida e/ou a propriedade em perigo e exige uma resposta imediata através dos recursos e procedimentos de rotina da comunidade, nomeadamente envolvendo os recursos humanos e materiais da proteção civil.

Iminência_Evento em vias de efetivação imediata e que requer a comunicação do alerta e preparação do socorro.

Ocorrência_Evento registado que requer a intervenção especializada de equipas de socorro em caso de emergência.

Perigo_Processo (ou ação) natural, tecnológico ou misto suscetível de produzir perdas e danos identificados.

Plano de Emergência_Documento que define funções, responsabilidades e procedimentos gerais de reação, e que permite organizar e empregar os recursos humanos e materiais disponíveis em situação de emergência.

Ponto de encontro_Local seguro selecionado no plano de emergência familiar ou municipal para a reunião, em caso de fuga ou evacuação, relacionado com desastre ou acidente grave.

Proteção Civil_Atividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos coletivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo, quando aquelas situações ocorram.

Risco_Probabilidade de ocorrência de um processo (ou ação) perigoso e respetiva estimativa das suas consequências sobre pessoas, bens, ou ambiente, expressa em danos corporais e/ou prejuízos, materiais e funcionais, diretos ou indiretos.

Sensibilização_Grau de conhecimento comum sobre os desastres e os acidentes, e seus fatores condicionantes, assim como sobre as ações, individuais e coletivas, que devem ser implementadas para reduzir a exposição e vulnerabilidade aos riscos.

Correspondem a acidentes, frequentemente súbitos e não planeados, decorrentes da atividade humana e envolvendo matérias perigosas, que incluem substâncias, preparações ou objetos inflamáveis, tóxicos, corrosivos ou radioativos que por meio de derrame, fuga, incêndio ou explosão, podem provocar situações com efeitos nocivos para as pessoas e/ou para o ambiente. Não se incluem nestas recomendações os acidentes de origem doméstica.

Correspondem a acidentes envolvendo veículos e outra maquinaria ligeira a pesada utilizada em atividades agrícolas e florestais. A maioria dos acidentes que envolvem estes veículos resultam das deficientes condições de utilização e operação do equipamento e comportamentos de risco pelos indivíduos. Estes acidentes, embora pouco frequentes, causam uma elevada percentagem de vítimas mortais e com incapacidade motora permanente.

Correspondem a processos de fogo não controlado cuja fonte de ignição se localiza no interior de edifícios habitacionais. As principais causas de incêndios em habitações prendem-se com atividades domésticas quotidianas relacionadas com a instalação e/ou utilização da rede elétrica, rede de gás e fontes de calor.


Como se pode prevenir para incêndios na habitação

  • Pensar na necessidade de fazer um seguro de danos materiais;
  • Reconhecer previamente os locais mais seguros na casa e os caminhos para o caso de fuga ou evacuação;
  • Seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a iminência ou ocorrência de um desastre ou acidente grave;
  • Não deixar crianças ou pessoas acamadas fechadas em casa;


Como evitar incêndios na habitação

  • Não secar roupa nos aquecedores;
  • Não fumar no sofá ou na cama;
  • Apagar bem os cigarros antes de os deitar fora;
  • Não deixar fósforos, isqueiros e produtos inflamáveis ao alcance de crianças;
  • Desligar o ferro de engomar ao atender a porta ou telefone;
  • Se se ausentar de casa durante alguns dias, desligar o gás e o contador da eletricidade;
  • Fazer uma revisão periódica do estado da tubagem de gás (com água e sabão, por exemplo) e se detetar fugas, chamar um técnico qualificação;
  • Se sentir cheiro a gás abrir as janelas, fechar a válvula de segurança do contador ou da botija, não causar qualquer fonte de ignição, incluindo o ligar e desligar do interruptor da luz;
  • Não sair de casa deixando ligados aparelhos a gás (fogão, aquecedor);
  • Não manter os bicos do fogão acesos sem nada por cima;
  • Limpar regularmente os filtros do exaustor;
  • Relativamente ao uso de lareiras, salamandras e braseiras:
    • Colocar proteções e reservar uma área de segurança desimpedida ao seu redor;
    • Manter e ter chaminés limpas;
    • Vigiar e ter em atenção possíveis projeções;
    • Utilizar madeira e carvão seco;
    • Ter atenção na colocação de coberturas, panos e outros objetos que possam cair ou contactar de outro modo com a fonte de calor;
    • Ter cuidado com a pulverização de líquidos, nomeadamente de líquidos inflamáveis;
    • Utilizar a quantidade de combustível adequado para impedir o sobreaquecimento ou incandescência de revestimentos e outros materiais;
    • Evitar correntes de ar ou movimentos que levam ao lançamento de pontos de fogo;
    • Não ligar diversos aparelhos elétricos à mesma tomada;
    • Não improvisar reparações elétricas;
    • Adquirir um extintor para ter no interior da casa, e testar o seu manuseamento.


O que fazer em caso de incêndio na habitação

  • Deve reagir de uma forma calma, mas rápida;
  • Se sentir condições de segurança para tal, realize um primeiro combate ao fogo com panos/mantas molhadas, balde de água, extintor ou mangueiras de jardim;
  • Se o incêndio ocorrer com gorduras e óleos ao lume no fogão, simplesmente desligue o fogão e cubra o recipiente com uma tampa ou um pano húmido (não use água);
  • Se o incêndio ocorrer em instalação elétrica, apague-o com um extintor, cobertor, terra ou areia (não use água);
  • Caso não consiga apagar o foco de incêndio no imediato, ligar para os bombeiros e calmamente descrever a localização da habitação e indicar a existência de eventuais produtos e equipamentos especialmente perigosos ou pessoas vulneráveis;
  • No caso de ser impossível apagar o incêndio, sair de casa e não tentar salvar objetos;
  • Libertar os animais à sua guarda;
  • Se suspeitar que o fogo já alastrou por grande parte de uma divisória fechada, não abrir a porta;
  • Fechar as portas, sem trancar, para evitar o alastramento rápido a outras divisões;
  • Não caminhar descalço, evitando objetos contundentes ou cabos elétricos;
  • Proteger os olhos, nariz e boca, com um pano molhado, e em caso de muito fumo respirar junto do chão;
  • Ao evacuar um edifício, procurar sempre como primeira opção, descer até à rua; não correr;
  • Não utilizar elevadores;
  • Se o fogo atingir a sua roupa, envolver ou pedir que envolvam em cobertor ou manta; se isso não for possível, deite-se no chão e role sobre si mesmo; não correr;
  • Se não puder abandonar a habitação, isolar a divisão e tapar entradas de fumo, permanecer junto à janela onde seja facilmente vista.

Os sismos são movimentos de vibração natural da Terra, de difícil previsão, e que podem originar muitas vítimas e elevadas perdas materiais.
Normalmente provocam reações de pânico, podendo reduzir-se as consequências com a preparação e atuação adequadas, durante e após um sismo.

Correspondem a períodos de tempo, com pelo menos seis dias, em que as temperaturas máximas médias são superiores a 5º C ao valor de referência.

Podem provocar problemas respiratórios, circulatórios e lesões irreversíveis em caso de desidratação, levando mesmo à morte. Qualquer pessoa pode ser afetada, sendo contudo mais vulneráveis as crianças nos primeiros anos de vida, idosos e doentes crónicos.

Como se deve proteger em caso de onda de calor ou de temperaturas elevadas:

  • Deve seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a eminência ou ocorrência de um desastre ou acidente;
  • Deve manter-se atento com os canais de receção de comunicações abertos, e seguir as instruções dos agentes de proteção civil;
  • Prevenir a desidratação ingerindo líquidos, mesmo que não tenha sede;
  • Em caso de muito calor beber com regularidade água, mas também sumos naturais para repor os sais minerais perdidos por sudação;
  • Incentivar os idosos a beberem mais de um litro de água por dia;
  • Evitar combater a desidratação ingerindo bebidas alcoólicas, gaseificadas, com cafeína ou ricas em açúcar;
  • Pessoas com epilepsia, doenças cardíacas, renais ou do fígado, ou com problemas de retenção de líquidos devem ser vigiadas por médico em caso de aumento do consumo de líquidos em situação prolongada de calor;
  • Comer refeições ligeiras, com pouca gordura e sem condimento, várias vezes ao dia;
  • Usar vestuário de roupa leves de algodão, com cores claras, evitando fibras sintéticas e lã que aumentam a sudação;
  • Em casa durante o dia manter as janelas e as persianas fechadas, para evitar a entrada de ar quente;
  • Em casa durante a noite abrir as janelas para que o ar circule e a casa arrefeça;
  • Se sentir o corpo muito quente tomar um banho rápido com água tépida;
  • Na rua evitar a exposição direta ao sol e proteger a cabeça com um chapéu ou lenço;
  • Evitar permanecer muito tempo em pé parado, especialmente no exterior em filas ao sol;
  • Evitar a ida à praia nas horas de maior calor, utilizando a sombra, usando chapéus de abas largas, óculos escuros e protetor solar;
  • Em dias muito quentes e elevada humidade evitar atividades que exijam muito esforço físico, nomeadamente alguns desportos;
  • Evitar viajar em horas de muito calor, ou proteger-se da incidência direta do sol;
  • Dentro da viatura evitar a exposição direto ao sol, e manter as janelas um pouco abertas;
  • Não deixar bebés, crianças e idosos dentro de viaturas paradas em dias de muito calor, mesmo por pouco tempo;
  • Não deixar animais trancados e presos ao sol em dias de muito calor, protegendo-os e dando-lhes água e alimentos;
  • No caso de se sentir ou observar alguém mal, cambaleante, pálido ou passivo, chamar de imediato as equipas de socorro pelo número 112.

São processos de fogo descontrolado que se propagam em grandes áreas ocupadas por floresta, matos e cultuas agrícolas. Têm como origem causas naturais e humanas, sendo muito influenciados pelas condições de temperatura, humidade e ventos, pelo material combustível e pelo comportamento das pessoas.

Constituem uma fonte de perigo para as pessoas e bens, além de provocarem elevados danos ambientais.

Como se pode prevenir para incêndios florestais:

  • Reconhecer se a zona em que reside ou onde se encontra deslocado é propensa a incêndios florestais;
  • Pensar na necessidade de fazer um seguro de danos materiais;
  • Reconhecer previamente os locais mais seguros na casa e os caminhos para o caso de fuga ou evacuação;
  • Organizar com a família um plano de evacuação, marcando pontos de encontro;
  • Seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a iminência ou ocorrência de um desastre ou acidente grave;
  • Evitar a acumulação de mato denso próximo de habitações;
  • Organizar e limpar a floresta e os terrenos agrícolas;
  • Separar as culturas florestais e agrícolas por barreiras corta-fogo ou espécies menos inflamáveis;
  • Guardar em local isolado e fechado combustíveis (gasolina, petróleo, gás) e outros produtos inflamáveis
  • Afastar da habitação e proteger lenha e outros produtos como madeira, palha e restos vegetais e de papel;
  • Remover em torno da habitação, num raio de 10m, arbustos e árvores densas, e podar árvores à altura de 3 metros;
  • Evitar a realização de trabalhos ao ar livre que possam provocar faíscas ou a incandescência de materiais;
  • Proteger as chaminés e tubos de ventilação com material não inflamável para evitar a entrada de pontos de fogo;
  • Preparar e conhecer a localização de instrumentos para extinguir um foco de incêndio (extintor, mangueira, enxada, pá, areia);
  • Preparar e saber localizar rapidamente calçado forte e isolante do fogo;
  • Preparar e saber localizar rapidamente coberturas isolantes do fogo ou mantas que possam ser molhadas;
  • Se vive numa área florestal ter um reservatório de água equipado com uma bomba não elétrica e mangueiras que cubram a área que pretende proteger;
  • Não deixar ao alcance de crianças fósforos e isqueiros;
  • Não deixar crianças ou pessoas acamadas fechadas em casa;
  • Alertar os agentes de segurança se notar pessoas com comportamentos de risco;
  • Alertar os agentes de proteção civil no caso de avistar um fogo.

Como se deve comportar para evitar incêndios florestais

  • Não deitar fósforos ou cigarros para o chão;
  • Não atirar pela janela das viaturas em movimento cinza ou pontas de cigarro;
  • Não abandonar lixo na floresta, em especial objetos de vidro;
  • Não fazer fogueiras em locais não sinalizados ou inapropriados;
  • Não fazer fogueiras em dias muito quentes ou com muito vento;
  • Ao fazer fogueiras ter cuidados especiais como remover as folhas secas e restos de madeira, colocar um círculo de pedras em volta do fogo, molhar o local em redor e vigiar atentamente o fogo;
  • Apagar as fogueiras muito bem com água e terra, e vigiar o local por largos minutos para evitar reacendimentos;
  • Não lançar foguetes, balões com fogo, ou utilizar mechas de fogo-de-artifício sem que tenha autorização para o fazer, evitando os períodos críticos;
  • Não fazer queimadas fora do período permitido ou em situação crítica, e informar-se das condições de segurança junto dos bombeiros da área;
  • Ao fazer queimadas tenha cuidados especiais, limpando a área envolvente, vigiando atentamente o fog, apagando a fogueira com água e terra, e vigiando o local por largos minutos para evitar reacendimentos;
  • Não fazer queimadas junto da floresta ou de habitações e informar previamente os vizinhos;
  • Em caso de realizar fogueiras ou queimadas tenha sempre à mão instrumentos para extinguir um foco de incêndio (extintor, mangueira, enxada, pá, terra ou areis);
  • Respeitar as indicações de risco de incêndio, não circulando em áreas de perigo;
  • Em situações climatéricas críticas ou em caso de alerta evitar circular em estradas florestais, nomeadamente as que não possuem saída alternativa;

Como se deve proteger se for atingido por um incêndio florestal:

  • Deve reagir de uma forma calma, mas rápida;
  • Ligar imediatamente para os bombeiros e calmamente descrever a localização do incêndio, o material que está a arder e a direção do fog;
  • Em redor da habitação retirar rapidamente os materiais inflamáveis para um local fechado;
  • Fechar as janelas, as portas, chaminés e outras entradas da habitação para evitar a entrada de pontos de fogo;
  • Desligar o gás;
  • Guardar imediatamente toldos e guarda-sóis, e outros materiais facilmente incandescentes e que possam ser projetados pelo ar;
  • Dentro da habitação retirar as cortinas e juntar móveis e outros objetos na zona central das divisões;
  • Abrir os portões para que os veículos de emergência se possam aproximar;
  • Colocar uma escada no exterior da habitação, no lado contrário à direção de aproximação do fogo, para permitir o combate em pontos altos;
  • Deixar as torneiras exteriores correr em segurança emolhar o telhado da habitação, e os espaços envolventes;
  • Se a visibilidade for reduzida, pelo fumo ou pela noite, ligar as luzes interiores e exteriores da habitação;
  • Não desistir do combate ao fog a menos que não se sinta em segurança e tenha possibilidade de fuga;
  • Libertar os animais à sua guarda;
  • Se puder fugir em segurança deve dirigir-se para um local seguro e afastado, caminhado em direção contrária à do vento;
  • Em caso de fuga afastar-se de encostas íngremes, e refugiar-se em zonas com água ou com pouca vegetação;
  • Em caso de evacuação seguir as indicações dos agentes de proteção civil, e abandonar o local em grupo de família;
  • Não caminhar descalço, evitando objetos contundentes ou cabos elétricas;
  • Proteger os olhos, nariz e boa, com um pano molhado, e em caso de muito fumo respirar junto do chão;
  • Deslocar-se de forma rápida, mas evitando correr ou conduzir com elevada velocidade para reduzir o risco de queda ou acidante;
  • Manter as condições de contacto, ou deixar indicações da sua presença;
  • Ao regressar deve verificar a existência de danos na habitação, solicitando ajuda da proteção civil em caso de dúvida;
  • Manter-se atento para a possibilidade de reacendimentos nas 48h seguintes.

Correspondem a períodos de tempo, com pelo menos seis dias, em que as temperaturas mínimas médias são inferiores em 5ºC ao valor de referência.

O frio, ou o abaixamento repentino da temperatura, podem provocar problemas respiratórios e cardíacos, e provocar lesões por hipotermia e queimaduras, levando mesmo à morte.

Qualquer pessoa pode ser afetada, sendo contudo mais vulneráveis as crianças nos primeiros anos de vida, idosos, doentes crónicos e pessoas sem-abrigo.

Como se deve proteger em caso de uma vaga de frio ou de frio intenso

  • Deve seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a iminência ou ocorrência de um desastre ou acidente;
  • Deve antecipadamente aos períodos frios preparar o isolamento da habitação;
  • Deve antecipadamente aos períodos frios armazenar combustível para aquecimento e prever um aquecimento alternativo;
  • Deve antecipadamente aos períodos frios armazenar alimentos, líquidos e medicamentos que permitam permanecer isolado alguns dias;
  • Deve antecipadamente aos períodos frios armazenar alimentos para os animais a seu cargo;
  • Deve manter-se atento às informações meteorológicas, com os canais de receção de comunicações abertos, e seguir as instruções dos agentes de proteção civil;
  • Ter em atenção que o frio intenso pode estar associado a queda de neve, formação de gelo, ou ventos fortes, que exigem atenção e cuidados especiais;
  • Ter em atenção que a exposição a temperaturas muito baixas ou a vento e frio provocam queimaduras nas superfícies do corpo expostas, nomeadamente nas mãos e pés, nariz e orelhas, provocando lesões dolorosas;
  • Ter em atenção que a exposição a temperaturas muito baixas ou a vento frio podem provocar hipotermia (temperatura do corpo está a baixo do normal), com o aparecimento de pele pálida e arroxeada, perda de capacidade motora e de comunicação, confusão mental, sonolência, e inconsciência que podem levar à morte;
  • Deve prevenir a desidratação ingerindo líquidos, mesmo que não tenha sede;
  • Deve evitar beber bebidas alcoólicas, gaseificadas, ou com cafeína, porque aumentam o esforço cardíaco;
  • Comer refeições ligeiras, com pouca gordura e sem condimentos, várias vezes ao dia;
  • Deve vestir várias camadas de roupa, evitando as justas, de material sintético que façam transpirar;
  • Em casa deve ter especial atenção à acumulação de gás tóxico (nomeadamente o monóxido de carbono) resultante do aquecimento a lenha e carvão (lareiras, braseiras e salamandras), abrindo periodicamente uma janela para renovação de ar, ou evitando permanecer num compartimento fechado;
  • Em casa deve ter especial atenção aos incêndios que podem resultar de curto-circuitos, sobrecarga elétrica, combustão de chaminés, ou uso incorreto dos equipamentos de aquecimento;
  • Na rua deve proteger a boca e o nariz para impedir a entrada de ar muito frio nos pulmões e usar luvas, chapéu/gorro, cachecol e calçado adequado;
  • Na rua deve manter-se seco, dado que o corpo arrefece mais rapidamente se estiver molhado ou exposto ao vento frio;
  • Na rua deve evitar permanecer muito tempo em pé parado, especialmente no exterior em filas e exposto ao vento frio;
  • Em dias de muito frio deve evitar atividades que exijam muito esforço físico, nomeadamente alguns desportos, dado que o organismo se encontra em esforço para manter a temperatura corporal;
  • Em dias de muito frio os idosos ou pessoas com limitações de mobilidade devem evitar sair à rua, nomeadamente sós;
  • Não deixar bebés, crianças e idosos dentro de viaturas paradas em dias frios, mesmo por pouco tempo;
  • Não deixar animais trancados e presos em dias de muito frio, protegendo-os e dando-lhes água e alimentos;
  • Se sentir sintomas de queimadura ou de hipotermia deve aquecer o corpo gradualmente, ir para um local quente e seco, despir a roupa molhada e envolver-se numa manta quente;
  • No caso de observar alguém cambaleante, com pele pálida ou arroxeada, passivo, desorientado ou confuso, deve chamar de imediato as equipas de socorro pelo número 112;
  • Evite viajar em condições meteorológicas adversas de frio, fazendo-se acompanhar ou informando do percurso e horários de chegada e partida;
  • Ao viajar deve seguir as recomendações de segurança, nomeadamente circular com combustível mais que suficiente, colocar líquido anticongelante no radiador, ou em caso de neve ou gelo, colocar correntes nos pneus;
  • Ao conduzir deve adotar uma condução prudente, em especial em zonas sombrias, com água, ou com gelo;
  • Se ficar imobilizado numa viatura, deve sinalizar a sua presença, contactando os serviços de emergência e ligando as luzes de presença, e permanecer dentro da viatura;
  • No caso de ficar imobilizado numa viatura deve abrir uma fresta na janela oposta ao vento, de hora a hora ligar o aquecimento por poucos minutos, mexer os membros e friccionar o corpo e evitar adormecer.

As tempestades e os episódios com ventos fortes são fenómenos atmosféricos, geralmente com curta duração e raramente ultrapassando horas. Estes episódios meteorológicos podem ser representados por elevada precipitação, rajadas de ventos com velocidades superiores a 100km/hora, trovoadas, queda de granizo ou neve e grande agitação marítima.

Como se deve preparar para uma tempestade ou ventos fortes

  • Pensar na necessidade de fazer um seguro de danos pessoais e materiais;
  • Reconhecer previamente os locais seguros dentro de casa;
  • Seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a eminência ou ocorrência de um desastre ou acidente;
  • Preparar materiais para proteger portas e janelas.

O que deve ter em atenção após o alerta de tempestades ou de ventos fortes

  • Deve seguir as instruções dos agentes de proteção civil;
  • Manter-se atento com os canais de receção de comunicações abertos;
  • Fixar ou amarrar os objetos que possam ser soltos ou projetados;
  • Recolher toldos e guarda-sóis, e outros materiais que possam ser projetados pelo ar;
  • Proteger portas e janelas em caso de ventos fortes ou projeção de objetos;
  • Deve procurar desentupir os locais de escoamento, ou fazer canais de escoamento alternativos;
  • Evitar atividades no exterior;
  • Evitar caminhar ou circular em estradas, caminhos e jardins com árvores frondosas;
  • Se estiver em zonas montanhosas ou isoladas deve rapidamente dirigir-se para locais mais seguros;
  • Conhecer se a zona em que se reside ou onde se encontra deslocado é propensa a ser afetada;
  • Organizar com a família um plano de evacuação, marcando pontos de encontro;
  • Manter firmes ou amarrados os objetos de grandes dimensões que possam ser arrastados;
  • Preparar materiais para a proteção ou vedação de portas e janelas.


O que deve fazer em caso de ser atingido por uma tempestade ou por ventos fortes

  • Deve reagir de uma forma, mas rápida;
  • Deve seguir as instruções dos agentes de proteção civil;
  • Deve abrigar-se em local seguro, onde não possa ser atingido por objetos arrastados pela chuva ou projetados pelo vento;
  • Caminhar calçado e evitar tocar em objetos contundentes ou em cabos caídos;
  • Deve evitar abrigar-se em locais com árvores frondosas;
  • Deve afastar-se de elementos suspensos ou que possam ser projetados, como painéis publicitários, edifícios com cobertura em painéis, vasos e floreiras e outras estruturas móveis;
  • Deve afastar-se de zonas em que possa ser atingido por antenas, cabos elétricos e outros cabos suspensos;
  • Deve afastar-se de zonas com grandes superfícies envidraçadas, que possam partir;
  • Deve ter em atenção que podem ocorrer incêndios e explosões por curto-circuito;
  • Deve ter em atenção que podem ser levantadas tampas de saneamento;
  • Se estiver a conduzir deve permanecer dentro do veículo, fechar os vidros, e ligar as luzes de sinalização, afastado de locais com árvores, e de edifícios ou estruturas com elementos que possa ser projetados;
  • Só deve abandonar o local seguro vários minutos após ter a certeza que a tempestade e os ventos fortes terminaram, ou após indicação dos agentes de proteção civil;
  • Após a tempestade ou ventos fortes deve fazer uma inspeção cuidadosa à casa e zonas exteriores, identificando possíveis perigos;
  • Após a tempestade ou ventos fortes deve ter cuidado com cabos elétricos caídos e com aparelhos de gás danificados.

Os deslizamentos de terras e as quedas de rochas são movimentos de descuda de massa de rocha, solo ou detritos ao longo de encostas e taludes, sob ação da gravidade. As consequências e o grau de destruição dependem de fatores como a velocidade, a quantidade de água e o volume de material deslocado, e podem atingir pessoas, viaturas em movimento ou edifícios.

Como se deve preparar para um deslizamento de terras ou queda de rochas

  • Conhecer se a zona em que reside é propensa a ser afetada, falando com vizinhos, observando as encostas e taludes, as arqueações de muros, a curvatura das árvores e berma das estradas;
  • Pensar na necessidade de fazer um seguro de danos pessoais e materiais;
  • Inspecionar o edifício de habilitação e o espaço exterior à procura de fendas ou de revestimentos soltos, nomeadamente junto aos pilares e à volta das janelas;
  • Ter em atenção que os deslizamentos de terras e as quedas de rochas podem acontecer associadas a outros processos como cheias e inundações, tempestades, sismos ou incêndios florestais;
  • Organizar com a família um plano de evacuação, marcando pontos de encontro;
  • Avisar os serviços de proteção civil no caso de identificar alguma alteração na forma das encostas e taludes, observar no aparecimento de fraturas no solo e nos pavimentos das estradas, identificar a inclinação de árvores e postes, ou observar o acumular de fragmentos de rocha na base dos taludes;
  • Avisar os serviços de proteção civil no caso de identificar o aparecimento ou o alargamento de fendas em edifícios e muros, o partir e saltar de pavimentos e revestimentos, a rotura de canalizações;
  • Preparar materiais para a proteção ou vedação de portas e janelas;
  • Ter em atenção que há movimentos muito rápidos, em que deve fugir rapidamente, e outros que se manifestam ao longo dos anos;

O que deve ter em atenção nos deslizamentos de terras ou quedas de rochas

  • Deve seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a iminência ou ocorrência de um desastre ou acidente grave;
  • Deve estar atento para os alertas de elevada precipitação, de tempestades e ventos fortes e evitar deslocar-se, a pé ou em viatura;
  • Em zonas íngremes deve ter em atenção ruídos exteriores como rochas a rolar ou saltar, explosões, árvores a partir ou água a correr rapidamente;
  • Deve ter em atenção dentro de casa ao aparecimento ou alargamento de fendas, o partir e saltar de pavimentos e revestimentos, o empenamento de portas e janelas;
  • Deve colocar os materiais de proteção ou vedação nas portas e janelas, ou fazer canais de escoamento alternativos;
  • Evitar circular e permanecer na proximidade da base e do topo dos taludes muito altos e inclinados, nomeadamente quando há erosão ou cavidades na base;
  • Evite circular e permanecer na proximidade da base e do topo dos taludes quando há blocos soltos ou com pouca base de sustentação;
  • Evitar circular na proximidade da base e do topo dos taludes, nomeadamente em locais húmidos e escorregadios;
  • Evitar a permanência nos locais em que há acumulações de rochas, terra e lama na berma das estradas e caminhos;
  • Evitar a permanência nos locais íngremes com árvores de grande porte, nomeadamente em caso de chuva intensa, tempestade ou ventos fortes;
  • Evitar a permanência em locais íngremes recentemente ardidos, nomeadamente em caso de chuva intensa, tempestade ou ventos fortes;
  • Evitar a permanência em locais com sinalização alertando para a queda de blocos, ou onde existam redes de proteção;
  • Deve evitar circular em caso de alerta de chuva intensa, tempestades e ventos fortes em vias sem saída alternativa.


O que deve fazer em caso de ser atingido por um deslizamento de terras ou queda de rochas

  • Deve reagir de forma calma, mas rápida;
  • Se puder fugir em segurança deve dirigir-se para um local seguro e afastado;
  • Se está dentro de casa deve dirigir-se para o local mais seguro, ou para o local mais afastado da vertente ou talude;
  • Deve permanecer debaixo de um objeto resistente, procurando outras proteções contra objetos em movimento;
  • Deve evitar tocar em objetos contundentes ou cabos, e afastar-se das zonas destruídas ou potencialmente contaminadas;
  • Deve manter-se desperto e atento com os canais de receção de comunicações abertos;
  • Deve seguir as instruções dos agentes de proteção civil;
  • Se recomendável, deve acompanhar a evolução da abertura das fendas através de métodos expeditos como o enchimento por gesso ou o controlo com uma régua ou fio;
  • Ajudar a localizar vítimas e prestar primeiro auxílio, se necessário e possível;
  • Só deve regressar às zonas afetadas, ou abandonar locais seguros, após indicação dos agentes de proteção civil;
  • Depois de regressar à sua habitação deve fazer uma inspeção rápida, evitando entrar em caso de danos na estrutura;
  • Depois de regressar deve ter cuidado com cabos elétricos caídos, e com aparelhos elétricos ou de gás danificados;
  • Evitar acumular destroços e lixo na via pública;
  • Colaborar com as equipas de limpeza da via pública.

As cheias são massas de água, de regime turbulento, que frequentemente escoam com grande velocidade. As cheias rápidas correspondem a uma grande quantidade de caudal, gerado e evacuado com grande rapidez, e que pode transportar elevada quantidade de material sólido.

Ao transbordar do canal normal para as margens o fluxo de água pode originar áreas inundadas.


Como se deve preparar para cheias e inundações

  • Conhecer se a zona em que reside ou onde se encontra deslocado é propensa a ser afetada;
  • Pensar na necessidade de fazer um seguro de danos pessoais e materiais;
  • Organizar com a família um plano de evacuação, marcando pontos de encontro;
  • Manter firmes ou amarrados os objetos de grandes dimensões que possam ser arrastados;
  • Preparar materiais para a proteção ou vedação de portas e janelas.


O que deve ter em atenção após o alerta de cheias e inundações

  • Deve seguir as recomendações gerais de preparação e atuação para a iminência ou ocorrência de um desastre ou acidente grave;
  • Deve seguir as instruções dos agentes de proteção civil;
  • Manter-se atento com os canais de receção de comunicações abertos;
  • Deve desligar a água, luz e gás;
  • Deve procurar desentupir os locais de escoamento, fixar e amarrar objetos soltos;
  • Deve colocar os materiais de proteção ou vedação nas portas e janelas, ou fazer canais de escoamento alternativos;
  • Transferir os objetos de valor para os locais mais elevados, devendo ser acondicionados de uma forma estável;
  • Soltar os animais que tem à sua guarda;
  • Fechar ou transferir para um local seguro produtos poluentes ou tóxicos;
  • Se estiver fora da habitação, deve dirigir-se para um local seguro, evitando circular em locais congestionados;
  • Deve evitar locais subterrâneos, ou espaços sem alternativa de saída.


O que deve fazer em caso de ser atingido por uma cheia ou inundação

  • Deve reagir de uma forma calma, mas rápida;
  • Deve seguir instruções de agentes de proteção civil;
  • Se tiver que fugir deve escolher um local seguro e elevado, ou na impossibilidade subir a uma árvore adulta, agarrando-se firmemente;
  • Nos locais de fuga deve pedir auxílio, se necessário com ajuda de panos, apito ou a luz de uma lanterna;
  • Caminhe calçado e evite tocar em objetos contundentes ou cabos;
  • Deve afastar-se das zonas destruídas ou potencialmente contaminadas;
  • Deve afastar-se de pontes e viadutos, ou de outras estruturas móveis;
  • Se tiver a conduzir não deve permanecer dentro do veículo, devendo encostar e dirigir-se para um local seguro e elevado;
  • Se for arrastado deve tentar alcançar objetos firmes, ou em alternativa agarrar-se a materiais flutuantes;
  • Deve ter em atenção que podem ocorrer deslizamentos ou abatimentos de terras e de pavimentos;
  • Deve ter em atenção que podem ocorrer incêndios e explosões nas áreas afetadas;
  • Deve ter em atenção que podem ser levantadas violentamente tampas de saneamento;
  • Deve ter em atenção que podem ser arrastados e acumulados animais mortos e outros resíduos na sua habitação e áreas exteriores, os quais devem ser rapidamente removidos para evitar pragas e epidemias ou a contaminação da água;
  • Apenas deve beber água engarrafada ou fervida e evitar alimentos que estiveram em contacto com a água;
  • Só deve regressar às zonas afetadas, ou abandonar locais elevados, após indicação dos agentes de proteção civil;
  • Depois de regressar à sua habitação deve fazer uma inspeção rápida, e evitar entrar em caso de danos na estrutura;
  • Depois de regressar deve ter cuidado com cabos elétricos caídos, e com aparelhos elétricos ou de gás danificados.
  • Deve verificar se houve derrame de produtos poluentes ou tóxicos;
  • Deitar fora a comida (mesmo a embalada) e medicamentos que estiveram em contacto com a água da inundação ou com produtos derramados;
  • Limpar a casa e as zonas exteriores a partir das partes superiores para as mais baixas;
  • Evitar acumular destroços e lixo na via pública;
  • Colaborar com as equipas de limpeza da via pública.

As situações de iminência ou ocorrência de desastre ou acidente grave, ou no pós evento, provocam situações complexas, com perdas e danos materiais e humanos, com a desorganização ou rotura de infraestruturas e serviços, com alterações psíquicas e com estados de tensão.

A capacidade de resposta está relacionada com fatores individuais e coletivos, e com o conhecimento e experimentação prévia.

Para melhorar a sua capacidade de preparação e atuação, na iminência ou ocorrência de um desastre ou acidante grave, deve ter em conta as seguintes recomendações gerais:

  • Conhecer os contactos telefónicos dos serviços de emergência da zona em que reside ou de permanência, se estiver deslocado;
  • Conhecer e ter acesso aos meios habituais de informação das autoridades em caso de emergência;
  • Ter alguma preparação básica sobre os primeiros socorros;
  • Organizar e conhecer os recursos de um estojo de primeiros socorros;
  • Organizar na sua habitação um kit de sobrevivência, tendo em conta os riscos a que se encontra exposto e as características familiares;
  • Conhecer os perigos existentes na sua área de habitação ou de permanência, se estiver deslocado, assim como o grau de risco a que se encontra exposto;
  • Conhecer os Planos de Emergência da sua área de habitação;
  • Conhecer os pontos de concentração e de irradiação previstos nos Planos de Emergência;
  • Conhecer os documentos e recursos de que se deve fazer acompanhar em caso de necessidade de fuga ou evacuação;


Por segurança deve organizar, em termos individuais e familiares, a atuação em caso de iminência ou ocorrência de um desastre ou acidente grave, nomeadamente:

  • Identificar os locais na habitação e no espaço exterior mais seguros, de acordo com os vários riscos;
  • Conhecer a localização e o funcionamento de materiais de segurança, como extintores e o estojo de primeiros socorros;
  • Conhecer a localização e atribuir tarefas para fechar as torneiras de segurança da eletricidade, gás e água;
  • Atribuir tarefas e planear os circuitos de evacuação, dando especial atenção aos elementos da família com limitações de reação ou mobilidade – crianças, idosos, acamados, portadores de deficiência, ou outros;
  • Organizar e fazer-se acompanhar de uma lista de contactos úteis, de familiares e amigos;
  • Definir e reconhecer previamente os pontos de concentração familiar, em caso de fuga, evacuação ou de reunião;
  • Definir locais fixos na habitação para a colocação das chaves da habitação e automóveis, ou outras importantes;
  • Organizar a libertação dos animais domésticos, e reunir alimentos e água para o caso de os transportar ou abandonar;
  • Reunir e conhecer a localização dos documentos pessoais importantes a transportar em caso de fugo ou evacuação, como:

- Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão;

- Número de Contribuinte;

- Cartã de Saúde;

- Boletim Individual de Saúde;

- Cartão de Vacinação;

- Cartão com Grupo Sanguíneo;

- Nome e Número de contacto do Médico de Família;

- Número e Cartões bancários e de seguros.

  • Reunir um conjunto de elementos que em caso de fuga ou evacuação permitam retomar facilmente a vida normal, como:

- Um montante em dinheiro;

- Certificados ou comprovativos de formação ou habilitações profissionais;

- Uma muda de roupa, agasalhos;

- Artigos de higiene pessoal;

- Receita médica ou lista dos medicamentos habituais;

- Duplicado dos óculos graduados ou lentes de contacto;

- Medicamentos diários;

- Carregador de telemóvel;

- Lista de contactos de familiares e amigos;

- Lista de palavras passe;

- Fotografias dos elementos da família;

  • Reunir um kit de sobrevivência contendo utensílios como:

- Rádio portátil;

- Lanterna e pilhas de reposição;

- Corda, apito, navalha múltipla;

- Lápis e papel;

- Água engarrafada;

- Bolachas e outros alimentos não perecíveis para um mínimo de 3 dias;

- Cópia das chaves importantes;

- Mapa da área;

- Lista de contactos úteis.

Para uma melhor atuação em caso de iminência ou ocorrência de um desastre grave deve adotar alguns comportamento gerais de autoproteção, como

  • Avaliar de forma racional a gravidade da situação, mantendo a calma e o bom senso;
  • Fazer observações periódicas dos percursos de evacuação e dos locais de concentração, por forma a estarem desimpedidos e limpos;
  • Proceder de acordo com os Planos de Emergência e seguir as indicações dos serviços de emergência;
  • Ao ligar para o número de emergência 112 deve explicar de forma pausada e objetiva as ocorrências, localizando ou descrevendo o local;
  • Afastar-se das áreas vedadas e condicionadas;
  • Encontrando-se em atividades exteriores, em caso de aviso de condições meteorológicas adversas, regressar rapidamente a um local seguro;
  • Pedir ajuda em caso de necessidade;
  • Avisar os agentes de proteção civil da existência de feridos ou mortos;
  • Não caminhar descalço na rua, evitando objetos contundentes, cabos elétricos ou locais suspeitos de contaminação;
  • Proteger os olhos, nariz e boca em caso de libertação de gás ou de existência de poeiras;
  • Evitar fazer fogo;
  • Evitar multidões e em caso de congestionamento de tráfego, seguir as indicações dos agentes de proteção civil;
  • Deslocar-se de forma rápida, mas evitando correr ou conduzir com elevada velocidade para reduzir o risco de queda ou acidente;
  • Manter as condições de contacto, ou deixar indicações da sua presença;
  • Afastar-se dos locais de desastre ou acidente, evitar ficar parado a observar, a menos que a sua colaboração seja pedida.